Quanto preciso investir por mês para chegar a uma meta
Escreva quanto quer ter e em quanto tempo: a calculadora devolve o aporte mensal que chega lá, já descontados o imposto de renda e as taxas de cada aplicação.
Atualizado em
Quero ter em anos.
As condições da simulação
Quanto aportar por mês
Aporte no fim de cada mês que chega à meta líquida no prazo. escala das barras: do maior para o menor aporte
- LCI 90% do CDIisento de IRR$ 438,68Menor aporteou R$ 30.767,26 de uma vez hojeTotal investido R$ 52.641,60Rendimento R$ 47.359,97IR isento
- CDB 100% do CDIR$ 441,52ou R$ 30.547,37 de uma vez hojeTotal investido R$ 52.982,40Rendimento R$ 47.019,03IR R$ 8.297,47
- Tesouro SelicR$ 443,42ou R$ 30.819,16 de uma vez hojeTotal investido R$ 53.210,40Rendimento R$ 46.791,85IR R$ 8.376,54
- Poupançaisento de IRR$ 545,54ou R$ 44.895,09 de uma vez hojeTotal investido R$ 65.464,80Rendimento R$ 34.535,80IR isento
Recalcule ajustando os valores; a simulação interativa não carregou.
O menor aporte é o da LCI 90% do CDI: R$ 438,68 por mês durante 120 meses. O maior é o da poupança: R$ 545,54 — R$ 106,86 a mais por mês para chegar ao mesmo lugar.
Ver de onde vem o dinheiro (aportes, rendimento e imposto)
| Aplicação | Aporte mensal | Total investido | Rendimento | Custódia | IR | Líquido no fim |
|---|---|---|---|---|---|---|
| LCI 90% do CDI | R$ 438,68 | R$ 52.641,60 | R$ 47.359,97 | — | isento | R$ 100.001,57 |
| CDB 100% do CDI | R$ 441,52 | R$ 52.982,40 | R$ 47.019,03 | — | R$ 8.297,47 | R$ 100.001,43 |
| Tesouro Selic | R$ 443,42 | R$ 53.210,40 | R$ 46.791,85 | R$ 675,22 | R$ 8.376,54 | R$ 100.002,25 |
| Poupança | R$ 545,54 | R$ 65.464,80 | R$ 34.535,80 | — | isento | R$ 100.000,60 |
Como calculamos
Não existe fórmula fechada para esta pergunta, e uma fórmula de anuidade daria um número errado. O imposto de renda da renda fixa é regressivo: a alíquota depende do prazo (Lei 11.033/2004, art. 1º), a taxa de custódia da B3 sai do saldo pelo caminho e muda a capitalização dos meses seguintes, e a poupança rende por uma regra própria. Uma fórmula que ignorasse tudo isso devolveria um aporte otimista, e a meta só seria descumprida no fim.
Então a conta é feita ao contrário da simulação, e não por fora dela. O motor deste site simula mês a mês (taxa anual convertida em mensal equivalente, aporte no fim de cada mês, custódia e impostos no lugar certo) e o valor líquido no resgate cresce sempre que o aporte cresce. Isso basta para resolver por bisseção: o motor testa um aporte, olha o líquido no fim do prazo, corta o intervalo ao meio e repete, até a diferença ficar abaixo de um centavo — no máximo 40 passos, e na prática menos de 30. O aporte publicado é arredondado para cima, no centavo, para que o último centavo sobre sempre para o leitor em vez de faltar.
Isso significa que o número desta página é reprodutível: pegue o aporte devolvido, coloque-o no simulador de renda fixa com o mesmo prazo e a mesma aplicação, e o líquido que sair é a sua meta. É a mesma engrenagem, chamada na outra direção.
As taxas são as oficiais do dia: a Selic e o CDI do Banco Central para o Tesouro Selic, o CDB e a LCI, e o rendimento mensal da poupança que o próprio Banco Central publica (série 195). O percentual do CDI do CDB (100%) e o da LCI (90%) são premissas declaradas — a oferta que você tem no banco pode ser outra. Sobre o rendimento do Tesouro Selic e do CDB incide o imposto de renda regressivo; a LCI (Lei 11.033/2004, art. 3º, II) e a poupança (Lei 8.981/1995, art. 68, III) são isentas para pessoa física, e o Tesouro Selic ainda paga a custódia de 0,20% ao ano da B3, isenta até R$ 10 mil por CPF.
Duas hipóteses que a conta faz e que convém saber. A taxa é a de hoje e vale para o prazo inteiro — em dez anos a Selic vai mudar muitas vezes, e o aporte real terá de mudar com ela; refaça a conta de tempos em tempos. E a meta é um valor nominal: R$ 100 mil daqui a vinte anos compram menos do que hoje. Para pensar em poder de compra, corrija a meta pela inflação na calculadora do IPCA antes de escrevê-la aqui.
Quanto aportar por mês para ter R$ 100 mil
Aporte mensal necessário, partindo do zero, para chegar a R$ 100.000,00 líquidos, com as taxas oficiais desta página.
| Prazo | Tesouro Selic | CDB 100% do CDI | LCI 90% do CDI | Poupança |
|---|---|---|---|---|
| 5 anos | R$ 1.245,36 | R$ 1.242,62 | R$ 1.229,53 | R$ 1.359,73 |
| 10 anos | R$ 443,42 | R$ 441,52 | R$ 438,68 | R$ 545,54 |
| 20 anos | R$ 99,56 | R$ 98,95 | R$ 103,22 | R$ 169,04 |
A leitura que essa tabela paga: dobrar o prazo não corta o aporte pela metade, corta muito mais. Em vinte anos os juros fazem a maior parte do trabalho; em cinco, quase tudo sai do seu bolso. É a diferença entre começar agora e começar depois, em reais.
Perguntas frequentes
Quanto preciso investir por mês para juntar R$ 100 mil?
Depende do prazo e de onde o dinheiro fica. A tabela desta página mostra o aporte mensal necessário para essa meta em 5, 10 e 20 anos nas quatro aplicações comparadas, calculado com as taxas oficiais do dia e já líquido de imposto de renda e taxas. Mudando a meta ou o prazo na frase do alto da página, a conta é refeita na hora.
O aporte já considera o imposto de renda?
Sim, e é por isso que ele é maior do que o de uma calculadora de juros compostos comum. A meta que você escreve é o valor LÍQUIDO no fim: a conta acrescenta o que a Receita vai levar sobre o rendimento pela tabela regressiva, o IOF quando o prazo é menor que 30 dias e a taxa de custódia da B3 no Tesouro Direto. Nas aplicações isentas para pessoa física não há o que acrescentar, e é justamente por isso que elas costumam exigir um aporte menor.
Por que o aporte muda tanto de uma aplicação para outra?
Porque o que muda é quanto dos juros sobra para você. Duas aplicações com rendimentos brutos parecidos podem exigir aportes diferentes por causa do imposto, da isenção, da taxa de custódia e, no caso da poupança, de uma regra de remuneração que não acompanha os juros básicos. Quanto maior o prazo, maior o peso dessa diferença: ela se acumula mês a mês.
E se eu não conseguir aportar todo mês?
A conta assume um aporte no fim de todo mês, inclusive o último. Um mês sem aporte atrasa a meta, e a forma honesta de lidar com isso é refazer a conta com o novo saldo no campo "quanto você já tem hoje" e o prazo que ainda resta. O simulador aceita qualquer combinação dos dois.
A meta é em valor de hoje ou corrigida pela inflação?
Em valor nominal: é o número que vai aparecer no extrato no fim do prazo, não o poder de compra que ele terá. Para raciocinar em poder de compra, corrija a meta pela inflação antes de escrevê-la aqui — a calculadora do IPCA deste site faz essa correção entre dois meses quaisquer com o índice oficial do IBGE.