Tabela Selic e calendário do Copom

Todas as decisões do Copom desde 2020 e as datas das próximas reuniões, direto do Banco Central.

Taxas do Banco Central de . Como calculamos. Mantida por O Investimento Certo, de Pedro Fagundes.

A meta Selic desde 202054 decisões do Copom
06/02/202017/09/2026

As decisões do Copom desde 2020

A meta é a taxa que o Copom define; a variação é a diferença, em pontos percentuais, para a reunião anterior. Reuniões extraordinárias aparecem marcadas.

54 decisões desde 2020. As 12 mais recentes:

Decisões mais recentes do Copom
ReuniãoDataMeta Selic (% a.a.)Variação (p.p.)
28116/09/202613,75%−0,25
28005/08/202614,00%−0,25
27917/06/202614,25%−0,25
27829/04/202614,50%−0,25
27718/03/202614,75%−0,25
27628/01/202615,00%0,00
27510/12/202515,00%0,00
27405/11/202515,00%0,00
27317/09/202515,00%0,00
27230/07/202515,00%0,00
27118/06/202515,00%+0,25
27007/05/202514,75%+0,50
Ver as outras 42 decisões (2020 a 2025)
Decisões anteriores do Copom, de 2020 a 2025
ReuniãoDataMeta Selic (% a.a.)Variação (p.p.)
26919/03/202514,25%+1,00
26829/01/202513,25%+1,00
26711/12/202412,25%+1,00
26606/11/202411,25%+0,50
26518/09/202410,75%+0,25
26431/07/202410,50%0,00
26319/06/202410,50%0,00
26208/05/202410,50%−0,25
26120/03/202410,75%−0,50
26031/01/202411,25%−0,50
25913/12/202311,75%−0,50
25801/11/202312,25%−0,50
25720/09/202312,75%−0,50
25602/08/202313,25%−0,50
25521/06/202313,75%0,00
25403/05/202313,75%0,00
25322/03/202313,75%0,00
25201/02/202313,75%0,00
25107/12/202213,75%0,00
25026/10/202213,75%0,00
24921/09/202213,75%0,00
24803/08/202213,75%+0,50
24715/06/202213,25%+0,50
24604/05/202212,75%+1,00
24516/03/202211,75%+1,00
24402/02/202210,75%+1,50
24308/12/20219,25%+1,50
24227/10/20217,75%+1,50
24122/09/20216,25%+1,00
24004/08/20215,25%+1,00
23916/06/20214,25%+0,75
23805/05/20213,50%+0,75
23717/03/20212,75%+0,75
23620/01/20212,00%0,00
23509/12/20202,00%0,00
23428/10/20202,00%0,00
23316/09/20202,00%0,00
23205/08/20202,00%−0,25
23117/06/20202,25%−0,75
23006/05/20203,00%−0,75
22918/03/20203,75%−0,50
22805/02/20204,25%−0,25

Fonte: Banco Central do Brasil (histórico das taxas de juros) — atualizado em 16/09/2026

Calendário das reuniões

A próxima reunião do Copom é em 3 e 4 de novembro de 2026 (faltam 3 dias).

2026

Calendário das reuniões do Copom em 2026
ReuniãoDatas
1ª27 e 28 de janeiro de 2026
2ª17 e 18 de março de 2026
3ª28 e 29 de abril de 2026
4ª16 e 17 de junho de 2026
5ª4 e 5 de agosto de 2026
6ª15 e 16 de setembro de 2026
7ª3 e 4 de novembro de 2026
8ª8 e 9 de dezembro de 2026

2027

Calendário das reuniões do Copom em 2027
ReuniãoDatas
1ª26 e 27 de janeiro de 2027
2ª16 e 17 de março de 2027
3ª27 e 28 de abril de 2027
4ª15 e 16 de junho de 2027
5ª3 e 4 de agosto de 2027
6ª21 e 22 de setembro de 2027
7ª26 e 27 de outubro de 2027
8ª7 e 8 de dezembro de 2027

Fonte: Banco Central do Brasil — calendário anual das reuniões do Copom.

O que o mercado espera da Selic em cada uma dessas reuniões, e para o fim de cada ano, está na projeção da Selic e do IPCA, pela pesquisa Focus do Banco Central.

Ferramenta mantida por O Investimento Certo. Taxas atualizadas em (Banco Central).

A Selic em cada governo, de FHC a Lula

A meta em vigor no primeiro dia de cada governo e no último (ou hoje), a maior e a menor meta decididas pelo Copom no período e o número de decisões — desde março de 1999, quando a meta passou a ser fixada ao ano. O governo Dilma termina em 31 de agosto de 2016, data do afastamento definitivo; o de Temer começa no dia seguinte.

A meta da Selic em cada governo desde 1999
GovernoPeríodoNo inícioNo fimMáximaMínimaDecisões
Fernando Henrique Cardoso (2º mandato)1999–2002—25,00%45,00%15,25%55
Lula (1º e 2º mandatos)2003–201025,00%10,75%26,50%8,75%76
Dilma Rousseff2011–201610,75%14,25%14,25%7,25%45
Michel Temer2016–201814,25%6,50%14,25%6,50%19
Jair Bolsonaro2019–20226,50%13,75%13,75%2,00%32
Lula (3º mandato)2023–hoje13,75%13,75% (atual)15,00%10,50%30

Fonte: Banco Central do Brasil, histórico das metas para a taxa Selic (reuniões do Copom). A taxa de um governo depende da inflação, do câmbio e do cenário externo de cada período, não só da política do governo.

Como funciona

O Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, se reúne oito vezes por ano, em encontros de dois dias — terça e quarta. A decisão sai na noite do segundo dia e a nova meta da Selic passa a valer no dia útil seguinte, valendo até a véspera do início de vigência da próxima decisão. Entre uma reunião e outra a meta não muda, salvo reunião extraordinária, que é rara e aparece marcada na tabela acima.

A Selic é a taxa básica da economia: é dela que saem o CDI, o rendimento do Tesouro Selic, a regra da poupança e, do outro lado, os juros do cheque especial e do financiamento. Por isso uma decisão do Copom muda o resultado de praticamente todas as calculadoras deste site no dia seguinte — e por isso nenhuma delas guarda a Selic escrita à mão.

A meta e o histórico desta página vêm do próprio Banco Central: a meta vigente da série 432 do sistema de séries temporais, o histórico das decisões e o calendário das reuniões das APIs públicas do site do Banco Central. As tabelas são recarregadas uma vez por dia; se o Banco Central não responder, a página mostra o último dado bom que recebeu, com a data dele, em vez de um número atualizado às pressas.

Perguntas frequentes

Quando a nova Selic começa a valer?

No dia útil seguinte ao anúncio. O Copom decide na quarta-feira à noite e a nova meta entra em vigor na quinta, valendo até a véspera do início de vigência da próxima decisão. A tabela acima mostra a data de cada reunião e a meta que saiu dela.

Quantas vezes por ano o Copom se reúne?

Oito vezes, em reuniões de dois dias, com o calendário divulgado pelo Banco Central no ano anterior. Em situações excepcionais pode haver reunião extraordinária, fora do calendário; quando isso acontece, a linha aparece marcada como extraordinária na tabela de decisões.

Selic e CDI são a mesma coisa?

Não. A Selic é a meta definida pelo Copom; o CDI é a taxa média dos empréstimos de um dia entre bancos, que acompanha a Selic de perto e costuma ficar alguns centésimos abaixo dela. Investimentos indexados ao CDI, como CDBs e LCIs, rendem sobre o CDI, não sobre a meta.

O que muda para os meus investimentos quando a Selic cai?

A renda fixa pós-fixada passa a render menos, quase imediatamente: Tesouro Selic, CDB e LCI acompanham a queda. Títulos prefixados comprados antes da queda ficam mais valiosos, porque travaram uma taxa maior. A poupança só muda de regra quando a meta cruza 8,5% ao ano.

Por que a poupança tem uma regra ligada à Selic?

Pela Lei 8.177/1991, com a redação dada pela Lei 12.703/2012: com a meta da Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR; com a meta em 8,5% ou menos, rende 70% da Selic mais a TR. É por isso que a poupança perde tanto da renda fixa quando os juros estão altos.

Foto do topo ilustrativa, de banco de imagens.